Quando precisam de dinheiro, os países podem pedir dinheiro emprestado. Depois, ficam a pagar juros por esse empréstimo (além do dinheiro em dívida). Na União Europeia, em condições normais cada país pede os empréstimos individualmente e paga os juros individualmente. Quem empresta o dinheiro cobra juros mais altos se achar que esse país pode ter dificuldade em pagar o empréstimo. E cobra juros mais baixos se achar que esse país vai ter facilidade em pagar o empréstimo.
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Os coronabonds seriam uma forma de todos os países da União Europeia pedirem um empréstimo em conjunto, e não país a país. O objetivo seria ter mais dinheiro para as despesas do sistema de saúde e para combater as dificuldades económicas causadas pelo coronavírus. Ao mesmo tempo, todos os países iriam ficar a pagar os mesmos juros. Neste caso, alguns países iriam pagar juros mais altos do que pagariam se pedissem o empréstimo individualmente. Outros países iriam pagar juros mais baixos do que pagariam se pedissem o empréstimo individualmente. Portugal, por exemplo, ficaria provavelmente a pagar juros mais baixos.